BRASÍLIA - “O Brasil está diante de uma ameaça que não podemos ignorar. Um pacto criminoso que, não significa outra coisa, senão a institucionalização da violência, do tráfico e da corrupção em níveis ainda mais alarmantes”, declarou o deputado federal Capitão Alberto Neto sobre o possível pacto entre PCC e o Comando Vermelho que traz consequências para região amazônica.
Nesta semana o parlamentar cobrou do Ministério da Justiça, informações a respeito deste pacto e justificou que essa fusão representa mais que o aumento da criminalidade, ela seria a consolidação de um verdadeiro império do crime organizado, capaz de desafiar o próprio Estado e subjugar a população a um terror sem precedentes.
“Esse conluio de facções representa um ataque direto à nossa segurança, ao nosso direito de viver sem medo e à soberania nacional”, disse.
Segurança no Amazonas
Especialista em segurança pública e vendo o risco para a segurança do Amazonas, o deputado explicou que o estado fica numa rota de circulação e escoamento de drogas dos países andinos, por isso, é considerado por muitos analistas como o estado da Amazônia que abriga a principal rota do narcotráfico, por meio dos rios Solimões, Japurá e Iça.
Alberto Neto lembrou ainda que, desde 2012 a Amazônia Legal possui média de violência letal superior à média nacional. E o Amazonas, por exemplo, é o que apresenta a maior taxa de crimes violentos letais intencionais.
“A região, é marcada por fronteiras extensas e a pouca presença do Estado, facilita o tráfico de drogas, armas e pessoas. Essa dinâmica agrava a insegurança, afeta o desenvolvimento local e ameaça populações indígenas e ribeirinhas. A ausência de infraestrutura de segurança e de políticas públicasrobustas torna a população vulnerável, necessitando de ações urgentes e coordenadas”, enfatizou.
Foto: arquivo Assessoria
Fonte: Juliana Mattos