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Brena Dianná defende empreendedorismo para jovens e cobra execução de políticas de dignidade menstrual no Amazonas
Publicado em 21/10/2026 16:56
Política

A deputada estadual Brena Dianná apresentou, na Assembleia Legislativa do Amazonas, duas iniciativas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas para a juventude e para as mulheres amazonenses. As propostas tratam da ampliação da educação empreendedora nas escolas e da fiscalização da Política Estadual de Dignidade Menstrual

 

A deputada apresentou uma indicação para que o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e com cooperação pedagógica do Cetam, avalie a adoção do método: "Do Produto ao Negócio", uma proposta educacional que busca integrar o ensino convencional as atividades práticas do cotidiano em oficinas escolares.

 

De acordo com a parlamentar, a iniciativa pretende preparar os estudantes para as exigências do mercado de trabalho e incentivar o empreendedorismo desde a juventude. "É importante falar do empreendedorismo na juventude. Por isso, o Governo do Amazonas deve investir, principalmente no Cetam, com oficinas de empreendedorismo voltados para a juventude, para que a gente possa não só ensinar matemática, mas também falar de planejamento financeiro, produto, mercado, preços e valores", explicou.

 

A deputada ressaltou ainda que muitos jovens enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho devido à falta de experiência e oportunidades. "Quando você entra no mercado de trabalho, eles sempre exigem experiência. Mas como é que você vai ter experiência se ninguém te dá oportunidade para adquirir isso? Por isso, é importante o primeiro emprego. Mas, é importante também proporcionar oportunidades para jovens que desejam empreender e gerar emprego", destacou.

 

A proposta apresentada sugere uma metodologia baseada na criação de produtos e serviços em ambientes simulados de aprendizagem, permitindo que os estudantes desenvolvam conhecimentos sobre custos, formação de preços, comunicação, planejamento financeiro e uso consciente das redes sociais. "Não basta só ter o sonho. É preciso ter ferramentas, capacidade e métodos para transformar esse sonho em realidade. Precisamos oferecer oportunidades reais por meio de políticas públicas concretas e capazes de mudar vidas", acrescentou a deputada.

 

Dignidade menstrual e saúde pública

Além da pauta voltada à juventude, Brena Dianná também protocolou requerimento solicitando informações sobre a implementação da Política Estadual de Dignidade Menstrual, instituída pela Lei Estadual nº 5.550/2021. O documento pede esclarecimentos sobre a execução das ações, quantidade de beneficiárias, distribuição de absorventes, recursos investidos e alcance da política nos municípios do interior do Amazonas. "Dignidade menstrual é sobre saúde pública. Quantas mulheres hoje têm a sua saúde afetada por não ter o básico? Infelizmente, esse básico muitas vezes é apenas um absorvente", afirmou.

 

A deputada chamou atenção para a realidade enfrentada por mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, especialmente nas regiões mais distantes do estado. "Nós que somos mulheres sabemos a gravidade disso. Ainda existem mulheres que não têm acesso a esse item básico, que não é um item de luxo. Muitas vezes um absorvente custa cinco ou dez reais, mas há mulheres em situação de extrema pobreza que não conseguem ter acesso a ele", declarou.

 

Segundo ela, a legislação já estabelece diretrizes para garantir esse atendimento, mas é necessário acompanhar se as medidas estão sendo efetivamente cumpridas pelos órgãos responsáveis. "Já existem leis que tratam desse tema e que, infelizmente, muitas vezes não estão sendo observadas. Quando uma lei não é respeitada, quem sofre é a população. Neste caso, a população feminina", ressaltou.

 

Por meio do requerimento, a deputada busca que o Governo do Estado e os órgãos competentes informem quais medidas estão sendo executadas para garantir a distribuição de absorventes e demais ações previstas na legislação estadual. "Precisamos usar a nossa voz, usar o nosso mandato e os nossos posicionamentos para cobrar os órgãos públicos. Essa é a nossa responsabilidade, nosso compromisso é nossa obrigação. Somos instrumentos de fala e de visibilidade para pautas importantes da população", concluiu.

 

Foto: Divulgação

Fonte: Shirley Assis

 

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