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Justiça Desportiva absolve oito atletas do Recanto da Criança e condena árbitro e Federação de Futsal do Amazonas
Publicado em 19/10/2026 10:35
Esportes

Defesa sustenta que conseguiu demonstrar que árbitro iniciou agressão; Federação recebeu multa maior que a aplicada ao clube, e advogado anuncia recurso contra demais condenações

 

Oito atletas do Grêmio Recanto da Criança foram absolvidos por unanimidade pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas (TJD-AM), que também condenou o árbitro principal, um representante da Federação Amazonense de Futebol de Salão (FAFS) e a própria entidade por episódios ocorridos durante uma partida do Campeonato Amazonense de Futsal Sub-20. A decisão, representa uma importante vitória da defesa do clube, que apresentou elementos para demonstrar que a agressão que desencadeou a confusão partiu do próprio árbitro.

 

O julgamento analisou os acontecimentos da partida entre o Grêmio da Amazônia e o Recanto da Criança, realizada em 30 de julho. O árbitro principal, Elson Batista Barão, foi condenado por unanimidade à suspensão de 120 dias, enquanto o representante da FAFS, Bruno Simão Epifânio, recebeu suspensão de 30 dias.

 

A Federação também foi condenada a pagar multa de R$ 4 mil, valor 60% superior à penalidade financeira de R$ 2,5 mil aplicada ao Recanto da Criança. O clube recebeu ainda punição de perda de mando de campo por três partidas.

 

Defesa contesta responsabilização dos atletas

Para o advogado Elson Marcelo Lima de Souza, responsável pela defesa do Recanto da Criança, as decisões representam um passo importante para esclarecer os acontecimentos e demonstrar que a responsabilidade pelos episódios não poderia ser atribuída exclusivamente aos integrantes da equipe.

 

“Desde o início, nossa defesa buscou demonstrar que a agressão partiu justamente de quem tinha a obrigação de garantir a ordem e a segurança da partida. Conseguimos apresentar elementos que sustentam essa versão, e a condenação do árbitro é extremamente relevante. A absolvição de oito atletas, por unanimidade, também mostra que não se pode responsabilizar indiscriminadamente jovens que estavam em quadra. Ainda há decisões que precisam ser revistas, e vamos recorrer para buscar justiça para todos os envolvidos”, afirmou o advogado.

 

Além das oito absolvições, o tribunal aplicou suspensões a três atletas e ao treinador do Recanto da Criança. A defesa anunciou que recorrerá das condenações restantes, por considerar que existem fundamentos para a revisão das penalidades.

 

Recanto cobra justiça e tratamento igualitário

O Recanto da Criança destaca que a responsabilização do árbitro e da Federação reforça a necessidade de apuração rigorosa e imparcial, sem transferir exclusivamente aos clubes e atletas as consequências de episódios ocorridos durante as competições.

 

A instituição reafirma seu compromisso com a formação de jovens por meio do esporte, com a disciplina e com o respeito às regras, mas ressalta que continuará defendendo seus atletas e profissionais contra punições que considera desproporcionais.

 

“Não estamos defendendo a violência. Estamos defendendo a verdade, a justiça e o direito de nossos atletas a um julgamento justo. O esporte precisa ser exemplo de respeito e responsabilidade, começando por quem tem a obrigação de fazer cumprir as regras”, concluiu o advogado.

 

Foto: Divulgação

Fonte: BS2 Comunicação

 

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