Projeto prevê linha de crédito especial para empreendedoras do interior, com juros subsidiados, carência de até 12 meses e menos burocracia. A iniciativa busca autonomia financeira, inclusão social e fortalecimento da economia regional.
O futuro das empreendedoras dos 61 municípios do interior está prestes a mudar. Deputada Brena Dianná (União Brasil) propõe a criação de uma linha de crédito especial voltada, exclusivamente, para mulheres por meio do projeto “Mulher Empreendedora do Interior”, em conformidade com a Agência de Fomento do Estado (AFEAM) e Secretaria de Assistência Social (SEAS).
“Eu sou uma mulher que veio do interior, saí da minha cidade para tentar a sorte aqui na capital. Essa é a realidade de muitas pessoas. Mas grande parte dessas pessoas não quer deixa a sua cidade natal. Podemos criar a oportunidade para que possam vencer na vida na sua cidade de origem.”
O programa prevê financiamento de até R$ 21 mil para microempreendedoras e até R$ 50 mil para pequenos negócios rurais, cooperativas e associações femininas já formalizadas. Além disso, estabelece juros subsidiados, carência de 6 a 12 meses para início do pagamento e dispensa da exigência de fiador tradicional, substituído por alternativas como o Fundo de Aval do Estado ou o Aval Solidário, em que grupos de empreendedoras compartilham a garantia.
A parlamentar reforçou que o objetivo é oferecer oportunidades para que as mulheres não precisem deixar suas cidades em busca de sustento na capital: causando Impacto social e econômico.
O projeto visa atender artesãs, produtoras rurais, comerciantes e mulheres que já atuam em áreas como beleza, estética e costura, mas que não conseguem expandir seus negócios por falta de apoio financeiro.
“Muitas vezes falta o apoio do poder público. O que a gente quer é que essa mulher, mãe e pai ao mesmo tempo, muitas vezes jovem e formada, mas sem oportunidade no mercado de trabalho, possa ter sua independência financeira”, afirmou a deputada.
Além de fomentar a economia local, a proposta tem um viés social importante: combater a violência doméstica. “Tem muitas mulheres que continuam vivendo um relacionamento abusivo porque são dependentes financeiras do seu cônjuge. Quando conseguimos dar independência financeira para ela, nós também conseguimos dar oportunidade e coragem para que essa mulher saia desse ciclo vicioso. Não é só uma carta de crédito, é uma qualidade de vida que a gente leva para centenas e milhares de pessoas.”

Estrutura do programa
Pela proposta, a SEAS será responsável pela identificação e triagem das empreendedoras prioritárias, incluindo beneficiárias de programas sociais e mães solo, além de oferecer capacitação em gestão e empreendedorismo em parceria com o CETAM e SEBRAE.
Caberá a AFEAM a análise simplificada, aprovação e liberação dos recursos, além do acompanhamento técnico e financeiro dos negócios financiados. A proposta está em consonância com o Plano Plurianual (PPA 2024-2027) e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 (Igualdade de Gênero) e o ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico).
“Precisamos usar as políticas públicas para melhorar a vida das pessoas. Esse projeto é uma forma de garantir autonomia financeira, dignidade e oportunidade para mulheres do interior. Até o último dia do nosso mandato, vamos lutar para que ele seja aprovado e chegue ao Poder Executivo”, concluiu Brena Dianná.
Fotos: Divulgação
Fonte: Shirley Assis