Árvores amenizam o calor na capital, que conta com programas de plantio da Semmas e busca ampliar cobertura nas vias
A florada dos ipês começou a transformar a paisagem urbana de Manaus, cobrindo canteiros e vias públicas de cores durante o período de estiagem. O fenômeno ocorre como resposta às condições climáticas da época, marcadas pela diminuição das chuvas e pelo aumento da incidência de radiação solar direta sobre a vegetação, momento em que as árvores perdem as folhas e florescem.
Além do aspecto visual, a presença da vegetação desempenha função direta no equilíbrio ambiental da capital, oferecendo sombra, abrigo para a fauna e auxílio na melhoria do conforto térmico. Em uma cidade com temperaturas elevadas constantes, a arborização urbana atua para amenizar a sensação térmica nas vias e espaços públicos.
Programas municipais de plantio
Para expandir a cobertura vegetal na área urbana, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) mantém ações contínuas de incentivo. Entre elas está o programa Disque Plantio, por meio do qual moradores podem solicitar à pasta o plantio de mudas de árvores em calçadas, canteiros centrais e áreas em frente a residências.
O órgão municipal também realiza, semanalmente às quartas-feiras, atividades de doação de mudas e ações de educação ambiental em escolas e comunidades. As iniciativas buscam estimular a população a cultivar espécies vegetais e a zelar pela preservação ambiental nos bairros.
Cobertura vegetal e dados do IBGE
Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 44,8% da população de Manaus residia em trechos de vias com presença de arborização. O índice colocou o município na 20ª posição entre as capitais brasileiras.
A avaliação do IBGE mede especificamente a presença de árvores nas vias públicas urbanas, não correspondendo à cobertura vegetal total do município, que engloba unidades de conservação com extensas áreas preservadas e espaços verdes como o Parque Municipal do Mindu.
(Foto: Reprodução)
Fonte: Juliana Silva/acritica.com