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O que o tarifaço nos ensina
Publicado em 17/07/2026 10:04
Economia

O Brasil encontrou uma forma inteligente e justa de facilitar transferências monetárias. Se isso prejudica, em qualquer nível, empresas estrangeiras, esse não é um problema do Brasil.

 

Os Estados Unidos decidiram aplicar ao Brasil uma tarifa adicional de 25% sobre alguns produtos brasileiros que cheguem ao seu território via exportação. Espertamente, estão excluídos do chamado “tarifaço” itens que os norte-americanos precisam e não têm outro fornecedor imediatamente disponível, como café, carne bovina e suco de laranja.

 

Esse episódio, tristemente, marca um dos momentos mais lamentáveis da história recente entre os dois países. Marca o momento em que, em nome de um protecionismo irracional, uma grande potência econômica decide agir de maneira absolutamente absurda. Está bastante claro que a razão principal da tarifação dos norte-americanos é algo puramente politico. São os Estados Unidos tentando forçar uma negociação comercial vantajosa para si, em detrimento de outras potências que estão em franca expansão. E estamos falando da China.

 

O presidente estadunidense tem óbvio interesse em proteger as empresas norte-americanas. Na visão do líder, as empresas de seu país devem ter vantagens claras em relação às concorrentes internacionais. Quando um país como o Brasil desenvolve uma forma de pagamento que retira mercado das empresas de cartão de crédito, é compreensível que o presidente norte-americano queira negociar certos termos. Mas é igualmente natural que o Brasil decida ignorar os problemas de empresas estrangeiras, focando nos empreendimentos genuinamente nacionais. Existe o livre mercado.

 

O Brasil encontrou uma forma inteligente e justa de facilitar transferências monetárias. Se isso prejudica, em qualquer nível, empresas estrangeiras, esse não é um problema do Brasil. As empresas que se sentem prejudicadas precisam encontrar formas de concorrer dentro da esfera legal. É assim que o mercado evolui, de maneira natural. Não é por meio de intervencionismo, de ameaças, de tarifação com fundo político, nem de falácias.

 

A sobretaxa de Trump está em pleno vigor e deve começar a produzir efeitos na próxima semana. Exportadores brasileiros vão sofrer, talvez alguns fechem as portas, pessoas podem perder seus empregos. O governo federal acerta em focar na busca por novos mercados, de modo a deperdermos cada vez menos de grandes importadores liderados por pessoas que não compreendem a grandeza do cargo que ocupam.

 

Fotos: Agência Brasil

Fonte: Acrítica

 

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