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Amazonas precisa avançar na gestão de resíduos sólidos
Publicado em 11/06/2026 10:23
Política

Os municípios do interior do estado ainda contam com lixões, que poluem o meio ambiente e causam riscos à saúde da população

 

Nenhum dos 61 municípios do interior do Amazonas possui aterro sanitário controlado, contando apenas com lixões a céu aberto que prejudicam o meio ambiente e causam riscos à saúde da população. O estado precisa avançar na gestão de resíduos sólidos, defende o engenheiro civil e segundo vice-presidente do União Brasil Amazonas, Marcellus Campêlo, especialista em Saneamento Básico e em Governança e Inovação Pública.

 

A gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) é o processo de coleta, segregação, tratamento e destinação do lixo das cidades. O objetivo é proteger a saúde pública, promover a economia circular e minimizar os impactos ambientais. O serviço faz parte do saneamento básico, juntamente com o abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e drenagem urbana.

 

“A situação é muito preocupante. Os lixões funcionam em total desconformidade com as normas ambientais. É necessário consolidar o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, desenvolver projetos e buscar recursos para essa área”, afirma Marcellus Campêlo. No estado, prossegue ele, apenas a capital avançou com a construção, ainda em andamento, do novo aterro sanitário, que integra o Plano Municipal de Resíduos Sólidos.

 

Um exemplo do problema é o lixão de Parintins (a 369 quilômetros da capital), que fica no bairro Dejard Vieira, próximo ao campus da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e ao Aeroporto Regional Júlio Belém. “A disposição inadequada dos resíduos tem causado problemas como contaminação do solo e do lençol freático, poluição do ar, além de riscos à saúde da população”, ressaltou.

 

Em Parintins, Marcellus Campêlo conduziu, como secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), até março de 2026, as obras do Programa de Saneamento Integrado (Prosai). O programa já resolveu o problema de contaminação da água, hoje tratada e de qualidade chegando nas torneiras da população.

 

Marcellus Campêlo se desincompatibilizou dos cargos, para colocar o nome à disposição da Federação União Progressista, como pré-candidato a deputado estadual. Quando esteve à frente da Sedurb e da UGPE, os órgãos buscaram recursos junto ao novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Gestão de Resíduos Sólidos em municípios do interior. Além disso, foi estabelecida uma cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para estruturar um programa de gestão de resíduos sólidos no Amazonas.

 

O BID é parceiro do Governo do Estado em projetos estruturantes, como o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) e o Prosai, concluído em Maués e em execução em Parintins. As iniciativas abrangem obras de saneamento básico, habitação, urbanização, mobilidade urbana e reflorestamento.

 

“O Banco vai realizar um estudo técnico para levantar informações e apontar soluções para o manejo de resíduos no estado, sem custos para o Governo do Amazonas. Os resultados devem subsidiar, futuramente, uma possível operação de crédito para implantação de melhorias na área”, explicou.

 

 

Essa cooperação técnica está inserida em uma iniciativa do BID, que tem como objetivo auxiliar os países parceiros a acelerar a preparação de projetos de gestão de manejo do lixo, alinhados com a economia circular, para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, em particular o metano.

 

Fotos: Divulgação

Fonte: Náis Campos – Jornalista

 

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