Parlamentar afirma que estruturas obsoletas comprometem navegação e anulam avanço da obra no Amazonas
BRASÍLIA – Em auxílio ao melhor aproveitamento da estrutura, da recém liberada ponte sobre o rio Autaz Mirim, na BR-319, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) protocolou indicação no Ministério dos Transportes solicitando a providências urgentes para a retirada das balsas remanescentes sob a ponte no Amazonas.
“Não faz sentido entregar uma ponte e manter os obstáculos que a obra deveria eliminar. Isso prejudica diretamente quem depende do rio e anula parte dos benefícios esperados com o investimento público”, disse.
Ciente da importância da obra para a mobilidade e integração regional, o parlamentar destacou que a permanência das estruturas flutuantes ocupa um espaço estratégico da via navegável, dificultando o tráfego de embarcações e impactando a rotina de moradores, ribeirinhos e trabalhadores que dependem do rio como principal meio de deslocamento.
Risco à segurança
Além de limitar a passagem de embarcações, as estruturas representam risco à segurança da navegação, criando obstáculos em um trecho que deveria estar completamente liberado.
O deputado, lembrou que durante a execução dos serviços, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) reconheceu o impacto das estruturas sobre a navegação, chegando a restringir o tráfego fluvial na região.
Para o parlamentar, a manutenção dessas balsas após a liberação de tráfego na ponte do rio Autaz Mirim, não apresenta justificativa técnica, evidencia falha na finalização da obra e falta de atenção às necessidades da população local.
“Não é razoável que, após um investimento relevante em infraestrutura, a população continue enfrentando dificuldades por falta de medidas simples, como a retirada dessas balsas. Isso é desorganização e falta de compromisso com o povo do Amazonas”, criticou.
Alberto Neto, afirmou que vai cobrar celeridade na solução do problema, e reforçou que a remoção das estruturas é essencial para restabelecer plenamente a navegabilidade do rio e garantir condições dignas de mobilidade para a população.
“A ponte é um avanço importante para assegurar a o transporte de cargas e pessoa, mas a obra precisa ser concluída de forma correta. O rio, que também é uma estrada na nossa região, tem que estar livre. A população não pode continuar sendo penalizada por omissões do poder público”, concluiu.
Foto: Assessoria
Fonte: Juliana Mattos